Autor: nelsonmpeixoto

  • Como escolher uma empresa de desenvolvimento de lojas online

    Como escolher uma empresa de desenvolvimento de lojas online

    Num projeto de ecommerce, o parceiro de desenvolvimento escolhido é mais importante do que a tecnologia utilizada.

    Escolher uma empresa de desenvolvimento de lojas online é uma decisão crucial que influencia diretamente o sucesso ou o fracasso de um projeto de ecommerce. Tão importante como ter a plataforma de ecommerce certa é ter o parceiro de desenvolvimento certo.

    No entanto, grande parte das empresas está pouco familiarizada com os fatores que devem ser ponderados quando se procura um parceiro de desenvolvimento web.

    A solução que funciona para uns projetos de ecommerce pode não funcionar para outros porque os processos e regras de negócio variam de empresa para empresa. A melhor solução de ecommerce é aquela que vai ao encontro das necessidades do negócio e permite o crescimento futuro do mesmo.

    Para minimizar os riscos e maximizar o potencial de sucesso do projeto, a decisão deve ser baseada num processo rigoroso e objetivo. Há etapas essenciais que devem ser tidas em consideração para se escolher o parceiro certo para o desenvolvimento de uma loja online.

    Definir os requisitos do projeto de ecommerce

    Antes de começar a procurar empresas de desenvolvimento de lojas online, defina claramente os requisitos do projeto.

    Comece por fazer um levantamento dos recursos tecnológicos existentes (ERP, software de faturação, CRM, etc.) para conhecer as necessidades de integração da loja online com as ferramentas existentes.

    Documente todos os requisitos, tanto em termos de interface e experiência do utilizador (UI/UX) como de funcionalidades, integração (software, gateways de pagamento, transportadoras, etc.), segurança e escalabilidade.

    Organize toda a informação e produza o caderno de encargos da loja online.

    Pesquisar e criar uma shortlist de empresas de desenvolvimento de lojas online

    Procure empresas de desenvolvimento web especializadas em ecommerce. Identifique as que têm histórico no desenvolvimento de lojas online e experiência em lidar com as integrações necessárias para o comércio eletrónico (ERP, métodos de pagamento, transportadoras, etc.).

    Faça uma lista restrita (shortlist) das empresas que se alinham com o histórico, experiência e conhecimento pretendidos.

    Analisar a experiência e o portefólio de cada empresa

    Analise cada empresa selecionada para a shortlist. Identifique as que têm provas dadas na construção de lojas online e que possuam um portefólio de projetos de sucesso.

    Consulte as referências de clientes, casos de estudo publicados e testemunhos de clientes para avaliar a experiência, qualidade de trabalho e satisfação do cliente.

    Adicionalmente, procure saber há quanto tempo os clientes se mantêm com a empresa. Relações duradouras são sinónimo de empresas profissionais e de projetos bem-sucedidos.

    Avaliar as competências técnicas

    Avalie as competências técnicas de cada empresa de desenvolvimento. Verifique se têm profissionais qualificados e experientes em implementação de lojas online.

    Independentemente do histórico e do portefólio de clientes, é imperativo que dominem as tecnologias e competências técnicas necessárias para um projeto de ecommerce:

    • Desenvolvimento front-end
    • Desenvolvimento back-end
    • Bases de dados
    • API
    • Integração com ERP
    • Integração com CRM
    • Integração com métodos de pagamento
    • Integração com transportadoras

    Entre outras competências relevantes.

    Solicitar propostas (RFP)

    Os pedidos de propostas às empresas da shortlist devem ser acompanhados pelo caderno de encargos, também denominado como request for proposal (RFP), um documento que reúne todos os requisitos funcionais e não funcionais do projeto de ecommerce.

    O RFP é a peça central do procedimento de contratação do serviço de desenvolvimento da loja online. Por um lado, ajuda a comunicar melhor as necessidades do projeto às potenciais empresas de desenvolvimento web. Por outro lado, fornece uma base clara e objetiva para avaliar e comparar as propostas, de modo a tomar uma decisão informada sobre a melhor solução.

    Ao redigir o RFP, é importante definir claramente os requisitos e expectativas para a solução pretendida. Descreva o projeto, incluindo o âmbito e os resultados esperados. Inclua as especificações técnicas, funcionalidades, prazo de implementação e outras informações relevantes. Se possível, inclua a expectativa de orçamento.

    Quando enviar o RFP, solicite aos potenciais parceiros de desenvolvimento para detalhar as propostas, tanto em termos de funcionalidades como de preço.

    Analisar as propostas recebidas

    Analise detalhadamente as propostas recebidas. Solicite orçamentos detalhados quando assim não forem apresentados. Tenha em consideração diversos fatores além do preço, nomeadamente as funcionalidades e segurança da plataforma de ecommerce, prazo de execução do projeto, condições de pagamento e serviços adicionais.

    A versatilidade da plataforma de ecommerce é um dos aspetos mais importantes. É imperativo que a solução proposta seja capaz de se adaptar aos seus processos e regras de negócio e não ao contrário, em que o seu negócio é que terá de se adaptar ao que a plataforma permite fazer.

    Certifique-se que a proposta inclui serviços de suporte técnico e manutenção contínua. Isto garante que a loja online permanecerá funcional e segura após a conclusão do projeto.

    Do mesmo modo, verifique se todas as propostas incluem alojamento web (hosting) e serviços de gestão associados (administração de sistemas, gestão de servidores, atualizações e segurança informática).

    Paralelamente, a comunicação eficaz e fortes competências de gestão de projetos são cruciais para o sucesso de qualquer projeto de desenvolvimento de lojas online. Pergunte quais os canais de comunicação disponíveis e que metodologia de gestão de projetos utilizam.

    Procure parceiros que tenham gestores de projeto dedicados a cada cliente e canais de comunicação bem definidos, de forma a que possam fornecer atualizações frequentes sobre o projeto e responder rapidamente a eventuais dúvidas.

    Reunir com os potenciais parceiros e esclarecer dúvidas

    Reúna com as empresas de desenvolvimento que apresentaram as propostas mais adequadas ao RFP. É habitual haver duas a três reuniões com um potencial parceiro antes da decisão final.

    Aproveite essas reuniões para esclarecer todas as dúvidas que tem sobre a solução apresentada pelo parceiro. Coloque questões relevantes relacionadas com a abordagem proposta, especificações técnicas, alojamento da plataforma, serviços de suporte, metodologia de trabalho e gestão de projeto.

    Optar pelo parceiro certo para o presente e para o futuro

    Quando escolher o parceiro de desenvolvimento, deve ter em consideração o crescimento do negócio e a escalabilidade da solução proposta.

    Mais do que ser capaz de criar lojas online, que é, numa fase inicial, uma atividade de digitalização de processos, o parceiro certo, além de suprir as necessidades atuais do negócio, deve ser capaz de garantir a evolução e inovação do projeto de ecommerce.

    A escolha de uma solução que oferece escalabilidade e opções de crescimento futuro permite que o seu projeto de ecommerce tenha uma base sólida que pode ser expandida à medida que o negócio evolui.

    Por outro lado, também deve ser a solução a potenciar o crescimento do negócio, fornecendo desenvolvimentos e inovação constantes. Os negócios que se mantêm na vanguarda da tecnologia estão mais bem posicionados para obter vantagens competitivas no mercado. Áreas como Business Intelligence, Inteligência Artificial e automatização simplificam processos de negócios, melhoram a tomada de decisões e fomentam o crescimento das empresas.

    Ao cumprir todas as etapas, a escolha de um parceiro para desenvolver um projeto de ecommerce torna-se mais fácil e mais objetiva, criando os alicerces para que o resultado final seja uma loja online de alta qualidade, segura e que cumpre os requisitos do negócio.


    Este artigo é da autoria de Nelson Peixoto. A versão atual contém melhorias e outras alterações em relação a versões anteriores. A versão inicial foi redigida e publicada para o blogue da Bsolus.

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  • 10 Erros de internacionalização em ecommerce

    10 Erros de internacionalização em ecommerce

    Vender para mercados internacionais é muito mais do que ter as páginas de um website traduzidas para outro idioma. É errado pensar que basta fazer isto e as vendas começam a acontecer automaticamente. Entrar num mercado internacional é processo um difícil e deve seguir uma estratégia de localização para internacionalização. A localização de websites (website localisation) é uma peça crucial para o êxito dessa estratégia.

    O que é a localização de websites?

    A localização de websites e lojas online é o processo que vai além da tradução e adaptação de conteúdos, é necessário localizá-los que estes se enquadrem na língua, cultura e noutros requisitos do mercado-alvo, assim como às expectativas do público desse mercado. Os conteúdos mais comuns a localizar numa loja online são:

    • textos
    • imagens
    • vídeos
    • tom de voz

    Por outro lado, a localização também envolve mudanças em termos de plataforma de ecommerce e a adaptação dos métodos de pagamento, moedas e dos métodos de transporte ao novo mercado ou geografia.

    Como localizar uma loja online?

    Quando se internacionaliza um ecommerce, os consumidores não conhecem a nossa marca e é preciso criar confiança para que se sintam seguros para comprar. Sentimo-nos mais seguros ao comprar a uma marca que fala a mesma língua que nós mas que também comunica como nós (expressões, símbolos e imagens, por exemplo).

    Em Portugal, ficaríamos desconfiados se uma loja online nos pedisse para “cadastrar” ou para “adicionar ao cesto”. Isto não quer dizer que a marca seja menos credível, mas vai fazer com que o consumidor saiba que não é uma marca local e pode ficar a pensar se fará bem em comprar e o que acontecerá se algo correr mal. A marca não é local? E se a minha encomenda não for entregue, vou ficar sem o dinheiro? Não vou poder reclamar ou tenho de reclamar com as autoridades de outros países? São questões pertinentes e que afetam a decisão de compra.

    De seguida, apresentamos os passos fundamentais e erros a evitar na localização de conteúdos. Com isto, irá aumentar as probabilidades de ser bem-sucedido ao entrar num novo mercado.

    Má utilização da moeda ou não localização da moeda

    Cada país utiliza a notação da moeda de modo diferente. Em Portugal, estamos habituados a ver o símbolo do lado direito com espaço entre o valor e o símbolo. Nos Estados Unidos da América, por exemplo, deve ser utilizado o símbolo do lado esquerdo, junto ao valor.

    Também é importante validar se o separador decimal comum é a vírgula ou o ponto final.

    19,90 € vs. $19.90

    Não aceitar pagamentos na moeda local

    Um aspeto importante a ter em consideração é a colocação dos preços na moeda correta e aceitar o pagamento nessa mesma moeda.

    Erros ortográficos

    Os erros ortográficos são uma falha comum que afetam seriamente a credibilidade de uma marca, seja numa loja online ou em qualquer texto produzido pela mesma.

    Traduções amadoras ou demasiado literais

    Usam o Google Translator permite-nos traduzir frases simples e diretas, mas quando se trata da tradução de conteúdos na totalidade, devemos recorrer a agências especializadas de tradução, algumas das quais, fazem também serviços de localização de conteúdos. Devido a normas de qualidade, estas empresas têm sistemas de validação dos textos traduzidos para garantir que não existem falhas na tradução. Por outro lado, pode também ajudar a tradução com uma lista de palavras que devem ser utilizadas e alternativas.

    Um exemplo é o da Shaeco: a tradução de “champô sólido” para inglês é “solid shampoo” mas a expressão que usamos é  “shampoo bar” e foi a que pedimos que fosse incluída nas traduções

    Não esquecer ainda as diferenças entre português de Portugal, português de Brasil e português de Angola, por exemplo, e inglês do Reino Unido versus o inglês dos EUA e da Austrália.

    Website rápido para um país e lento para outro

    A Internet permite ligarmo-nos ao outro lado do mundo rapidamente, mas ainda assim é diferente servir um website para Portugal ou para o Canadá. A localização física dos servidores conta e é importante garantir que a ligação entre o servidor e o utilizador final é rápida.

    Um servidor pode ser rápido para os consumidores portugueses, mas lento para os consumidores canadianos. Utilize uma ferramenta como o tal e tal para verificar a velocidade de ligação. Também deve consultar o relatório site speed no google analytics e ter em consideração que os servidores que estão a fazer a validação do seu site estão localizados nos EUA, o que pode levar a que o tempo real de carregamento não seja igual.

    Para ajudar a uma rápida disseminação do conteúdo e carregamento de página, recomendamos a utilização de uma CDN, que vai permitir um carregamento mais rápido do site em várias localizações.

    Falta de geolocalização por IP

    Localizar geograficamente o país do visitante permite adaptar a comunicação e a oferta, incluindo produtos, preços, promoções e campanhas a esse mercado. Numa loja online multimercado é importante investir numa solução de geolocalização por IP. A diferença entre um serviço pago e um serviço gratuito está na solução final e na qualidade dos resultados.

    Habitualmente, num serviço pago, a loja online reconhece a localização do IP do utilizador e mostra-lhe automaticamente os preços, produtos e stocks disponíveis para a sua localização. Quando não existe este serviço ou se opta apenas pela deteção do browser, as preferências mudam quando o cliente coloca o seu país de entrega da morada, o que pode causar  a desistência da compra devido ao aumento dos preços dos produtos ou do transporte.

    Hreflangs não definidas

    Em websites multilingue, é essencial definir ter as etiquetas hreflang bem definidas no código-fonte. Estas etiquetas servem para informar os motores de pesquisa sobre as várias versões de uma página para idiomas ou regiões diferentes. Isto ajudará o Google e outros outros motores de pesquisa a direcionar os utilizadores para a versão correta da página de acordo com o idioma ou a região.

    Mais informação e documentação técnica em Informar o Google sobre versões localizadas da sua página – Ajuda do Search Console

    Reviews com nomes estrangeiros e sem tradução para a língua do utilizador

    As reviews são conhecidas por serem muito importantes no momento da compra. Ajudam os utilizadores a analisar bem o produto e a decidir comprar ou não determinado produto. No entanto, não chega ter apenas reviews; é importante que sejam de pessoas reais e provenientes dos Países onde os utilizadores estão a navegar. Um nome real e na língua de destino é fundamental para trazer conforto ao cliente na decisão da compra.

    Não fazer keyword research

    Muitas vezes utilizamos as palavras-chave traduzidas mas não efetuamos um trabalho profundo de keyword research para encontrar as palavras mais utilizadas na zona geográfica para a qual pretendemos localizar os conteúdos. Desenvolver uma estratégia de keyword research irá garantir que são utilizadas as palavras e expressões corretas em vários formatos: copy para redes sociais, textos da loja online, newsletters e campanhas de pesquisa.

    Não localizar a estratégia logística, envios e métodos de pagamento

    Por fim, nenhuma estratégia de ecommerce fica completa sem definir como se irão preparar os produtos, enviar e aceitar o pagamento de clientes. É importante referir que uma loja online pode e deve ter estratégias diferenciadas de preço e até produto por mercado ou zona geográfica. Assim como podem optar por enviar todos os produtos a partir de logística própria situada em Portugal ou diversificar os métodos de armazenamento e expedição. Normalmente, porque pretendem ser mais rápidos na entrega ao cliente, nas vendas intercontinentais, algumas empresas optam por uma logística local. No que diz respeito aos métodos de pagamento, além da questão das moedas já menciona, devemos ter em consideração as formas de pagamento mais usuais em cada mercado e permitir que a nossa loja online aceite o pagamento de acordo com as preferências do utilizador.

    Por exemplo, “Carte Bancaire” em França, “transferência SEPA” em Espanha, “Klarna” na Alemanha, entre outros.


    Este artigo é da autoria de Nelson Peixoto. A versão atual contém melhorias e outras alterações em relação a versões anteriores. A versão inicial foi redigida e publicada para o blogue Tudo Sobre Ecommerce.

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  • Como otilizar os parâmetros UTM do Google Analytics corretamente [GA4]

    Como otilizar os parâmetros UTM do Google Analytics corretamente [GA4]

    Os parâmetros UTM permitem rastrear as origens de tráfego no Google Analytics, saber o desempenho e o ROI de campanhas de marketing digital. Isto faz com que as tomadas de decisão sejam um processo mais empírico, baseadas em informações e estatísticas relevantes.

    Fazer campanhas de marketing digital sem personalizar os URL com parâmetros UTM ou outros sistemas de rastreio é semelhante a investir em outdoors ou banners em revistas, em que se está a pagar para aparecer, mas não se consegue medir os resultados que esses canais estão a gerar.

    Como os parâmetros UTM são totalmente personalizáveis, cada pessoa pode definir as suas regras. Por um lado, isso é bom porque dá flexibilidade, por outro, é mau porque aumenta o risco de erros. É crucial manter a coerência em todas as plataformas e campanhas de marketing digital para que seja fácil e rápido ver os resultados no Google Analytics.

    Exemplos corretos

    Exemplos de utilização correta dos parâmetros UTM do Google Analytics.

    Facebook orgânico (Organic Social)

    utm_source=facebook&utm_medium=social

    Facebook pago (Paid Social)

    utm_source=facebook&utm_medium=paid

    Email

    utm_source=newsletter-abm&utm_medium=email

    Como criar parâmetros UTM corretamente utilizando o construtor de URL da Google? Guia prático passo a passo

    1. Aceder ao construtor de URL/Campaign URL Builder

    Parâmetros UTM Campaign URL Builder

    O Construtor de URL/Campaign URL Builder da Google é uma ferramenta gratuita, rápida e fácil de utilizar para gerar URL com parâmetros UTM.

    Além desta, há muitas ferramentas gratuitas que fazem o mesmo, designadamente extensões para browsers, como a Google Analytics URL Builder, e web apps, como a UTM-Builder.

    2. Definir Website URL (página de destino)

    O campo Website URL deve conter a página/URL de destino, incluindo o protocolo e o domínio.

    Parâmetros UTM Website URL

    Exemplos

    Website
    https://www.example.com/
    https://nmp.pt/

    3. Definir Campaign Source (utm_source)

    O parâmetro utm_source identifica a entidade que está a enviar o tráfego (quem?). Deve responder à questão “quem referenciou o tráfego/de onde veio o utilizador?”.

    Parâmetros UTM Campaign Source

    Exemplos

    Tipo de entidadeutm_source
    Motores de pesquisagoogle
    bing
    yahoo
    Redes sociaisfacebook
    linkedin
    youtube
    twitter
    instagram
    Afiliados, influenciadores ou parceirosdhlexpress
    rangel
    itsyourstudio
    webhs
    loremipsum
    (usar nome ou domínio)
    Recursos próprios/internosnmp (nome ou domínio da própria empresa)
    newsletter-empresa
    bd-clientes
    bd-emprego

    4. Definir Campaign Medium (utm_medium)

    O parâmetro utm_medium identifica o meio utilizado para enviar o tráfego (como?) dentro da origem (utm_source) utilizada. Deve responder à questão “como é que o utilizador veio/qual foi o meio?”.

    Parâmetros UTM Campaign Medium

    Exemplos

    Tipo de tráfegoutm_medium
    Redes sociais (orgânico)social
    social-media
    Redes sociais (pago)paid
    Afiliadosaffiliate
    Pesquisa (paga)cpc
    paidsearch
    Email marketing/Newsletteremail
    Display/Bannerdisplay
    banner
    Sem outra classificaçãoreferral

    5. Definir Campaign Name (utm_campaign)

    O parâmetro utm_campaign identifica o nome da campanha que enviou o tráfego (porquê?). Deve responder à questão “porque é que o utilizador veio/qual o motivo/campanha?”.

    Parâmetros UTM Campaign Name

    Exemplos

    Tipo de campanhautm_campaign
    Recorrentewelcome10
    marketing-automation
    parceiros
    afiliados
    portais-automoveis
    Pontualsaldos-ss18
    blackfriday18-30off
    influenciadores
    newsletter-201808
    Por país, objetivo ou audiênciaremarketing
    pt-brand
    fr-trafego-sapatos
    pt-lookalikes
    uk-conversao-pneus-201808

    6. Definir Campaign Term (utm_term)

    O parâmetro utm_term identifica identifica palavras-chave de pesquisa paga que enviaram tráfego. Deve responder à questão “que palavra-chave originou a visita do utilizador?”.

    Este parâmetro apenas deve ser definido para a pesquisa paga (quando o meio/utm_medium é paid-searchcpc ou ppc), quando etiquetar manualmente as campanhas de palavras-chave pagas. Se o canal for o Google Ads/AdWords, recomendamos que utilize a funcionalidade de etiquetar automaticamente que a plataforma fornece, o auto-tagging.

    Parâmetros UTM Campaign Term

    Exemplos

    utm_term
    ecommerce
    pneus+baratos
    lojas+online+de+sapatos
    (palavra-chave)

    Nota: o caráter + é interpretado como um espaço em branco no Google Analytics. Por exemplo, vendas+online é apresentado como vendas online.

    7. Definir Campaign Content (utm_content)

    O parâmetro utm_content identifica o conteúdo que enviou o tráfego (onde?). Deve responder à questão “onde é que o utilizador clicou?”.

    Permite identificar quais as ligações/botões com melhor desempenho.

    Parâmetros UTM Campaign Content

    Exemplos

    utm_content
    link-logo
    post-page
    post-profile
    post-page-photo
    post-page-link
    link-bio
    botao-saber-mais
    cta-comprar-agora
    banner-verao18-promo-01-300×250-sidebar

    8. Utilizar o URL final

    Parâmetros que recomendamos que utilize sempre:

    • utm_source
    • utm_medium
    • utm_campaign

    Parâmetros opcionais:

    • utm_term
    • utm_content

    Apesar de opcional, este último é muito útil e usado com frequência. Já o utm_term é menos usado, visto que é direcionado para a pesquisa paga com definição manual de etiquetas de rastreio.

    Após termos o URL final, podemos utilizar desse modo ou usar um URL shortener, como o Bitly, para obter um URL mais pequeno, limpo e fácil de decorar.

    Parâmetros UTM Campaign Share URL

    Dicas e cuidados a ter na definição de parâmetros UTM

    • Utilize minúsculas. O Google Analytics faz distinção entre maiúsculas e minúsculas, por isso Facebook é considerada uma origem de tráfego diferente de facebook.
    • Utilize hífens (newsletter-201808) em vez de underscores (newsletter_201808).
    • Evite redundância. Se o mesmo termo estiver presente em mais de um parâmetro, é provável que estes não estejam a ser definidos corretamente (utm_source=facebook&utm_medium=facebook-post).
    • Mantenha a coerência. Crie as suas regras de definição de parâmetros e siga-as religiosamente, mesmo que sejam diferentes das recomendadas. Por exemplo, deve utilizar-se o mesmo nome de uma campanha (utm_campaign) em todos os locais onde se insere uma ligação relacionada com essa campanha.
    • Utilize termos de fácil interpretação. Os parâmetros devem conseguir-se ler como se fossem uma frase. Por exemplo, para a origem facebook, é mais fácil associar os cliques em post-page-photo da campanha saldos-ss18 do que em link-1829 da campanha mkt-18agos201.

    Registe as regras e taxonomia que criar para poder utilizar os termos de um modo rápido e coerente sempre que necessitar.

    Mãos à obra.


    Este artigo é da autoria de Nelson Peixoto. A versão atual contém melhorias e outras alterações em relação a versões anteriores. A versão inicial foi redigida e publicada para o blogue Tudo Sobre Ecommerce.

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  • Recursos úteis de Paid Media

    Recursos úteis de Paid Media

    Google Ads

    Google Merchant

    Shopping

    Documentação

    Product data specification

    Unsupported Shopping content


    Ligações

    Google Ads

    Google Merchant Center

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